Qualquer pessoa que deseje fazer parte de nossa comunidade pode iniciar um processo de conversão. Desde que esteja convicta de que a fé israelita é a representação da verdade e que deseja ardentemente estar perto de D'us e de Seus Mandamentos, não visando interesses pessoais ou financeiros.
Mas o primeiro passo, antes da pessoa tomar a decisão para uma possível conversão, é saber mais sobre a nossa fé, os posicionamentos religiosos, no que cremos e no que não cremos, procurar se aprofundar em conhecer os princípios básicos, para dessa forma poder avaliar se as suas expectativas e busca para o seu crescimento espiritual estão em harmonia com os nossos ensinamentos e práticas.
Em seguida faz-se necessário uma reflexão sobre tudo o que você tomou conhecimento, para que a decisão por uma conversão e fazer parte de nossa comunidade, seja a escolha correta.
Procedimentos para Conversão
Decidido pela conversão, a etapa seguinte é entrar em contato com o moreh responsável pela comunidade ou a sinagoga do Movimento Makor de sua região ou nos contatando através de e-mail/telefone. A pessoa será orientada a preencher um formulário que deverá ser entregue diretamente na sinagoga ou enviado por Correios. Após recebermos o formulário preenchido, uma entrevista com o moreh será marcada, onde o interessado exporá os motivos do seu interesse em se converter. Se o moreh entender que a intenção é verdadeira e sincera, o pedido de conversão é aceito.
A partir desse momento, o moreh responsável fornecerá ao postulante toda instrução, apontando o material que deverá ser estudado, incluindo doutrina. Deverá também, participar de encontros semanais, grupos de estudo e/ou aulas presenciais estabelecidas pela sinagoga. O moreh também estará a disposição para qualquer tipo de esclarecimento.
Nesses estudos, o postulante se familiarizará com as práticas religiosas, os feriados israelitas, para que assim, possa fazer suas orações, estando sozinho no recesso do seu lar ou junto com os demais da comunidade nos serviços religiosos.
Toda essa etapa de estudo para a conversão tem um tempo de duração médio de 1 a 2 anos, mas dependerá muito mais do empenho pessoal do interessado.
A fase de estudos deverá estar em sintonia com a prática, ou seja, aplicando no cotidiano os mandamentos que são aprendidos, seguir as leis alimentares, observando o shabat e Yom Tov (feriado), participando dos serviços religiosos da sinagoga, pois assim, fortalecerá mais a espiritualidade e criará um vínculo mais forte com as tradições. Também estará mais próximo da comunidade.
Supervisão do processo de conversão
Todo o procedimento de conversão será realizado sob a supervisão do moreh responsável pela comunidade.
Findado o período de estudos, o grau de conhecimento do postulante será analisado através de uma breve avaliação, que considerará a sinceridade deste e se certificará de que todo o processo está sendo realizado de livre e espontânea vontade. Sendo aprovado, o convertido assumirá o seu compromisso em fazer parte do povo israelita.
O reconhecimento efetivo desta pessoa como membro de nossa comunidade religiosa, ocorrerá após as seguintes etapas:
Aceitação das Mitzvot (Mandamentos) - Trata-se de um ato decisivo no processo de conversão, onde o postulante, declara a aceitação dos mandamentos, que é a essência da fé israelita: a crença na unicidade de D'us e a proibição da idolatria.
Brit Milah - Os convertidos do sexo masculino devem ser circuncidados por um mohel ou, na ausência deste, por um médico em um consultório ou hospital, mas pronunciando-se as bênçãos devidas.
No caso do indivíduo já ser circuncidado, o que é muito comum nos dias de hoje, este passará pelo procedimento chamado "Hatafat Dam Brit", onde uma gota de sangue (sangue da aliança ou do pacto) é tirada do local onde existia o prepúcio.
O Brit Milah marca a entrada do convertido na aliança entre o Eterno e os israelitas.
Mikveh - Os convertidos de ambos os sexos devem imergir no mikveh em um banho chamado (tevilah). O mikveh pode ser qualquer local de fontes naturais, como um rio, lagoa, mas o termo em geral se aplica a um reservatório com um sistema próprio que acumula água das chuvas.
Antes de imergir no mikveh, faz-se necessário, que o homem ou a mulher, lave-se minuciosamente em um banho de chuveiro. Em seguida, deve despir-se totalmente, removendo inclusive maquiagem, esmalte de unha, brincos, anéis, relógios, pulseiras, etc.
Se a imersão ocorrer em um local aberto ou público, como por exemplo, uma lagoa, riacho, é permitido que se use uma vestimenta folgada, mas todo corpo e cabeça devem ser submersos. O procedimento é repetido por três vezes para certificar de que todo o corpo foi tocado pela água.
Nome Hebraico - O convertido (guer) ou a convertida (guiyoret), deverá adotar um nome hebraico no momento da sua conversão.
Faz-se necessário destacar que o nome civil é conservado.
Completado todo o procedimento de conversão, o convertido receberá o shtar guiur, um certificado de conversão e este documento é necessário para quando for se casar.
Após cumpridas todas essas etapas, o convertido passa a fazer parte integrante da comunidade e tem a responsabilidade de viver na aliança entre o Eterno e o Seu povo.
Cerimônia Pública
Feito todo o procedimento, o convertido é apresentado formalmente à comunidade em uma cerimônia pública, onde este é chamado perante a comunidade e pronuncia um pequeno discurso, mencionando os motivos de sua conversão e o que aprendeu com essa experiência. O moreh responsável pela sinagoga também completa o discurso com algumas outras palavras e incentiva o convertido a viver a sua vida segundo os padrões israelitas, a cumprir as mitzvot e fortalecer a sua espiritualidade com o estudo contínuo do Mikrá.
Na realidade, trata-se de uma forma da comunidade conhecer seu mais novo membro e para que todos possam dá-lo as boas vindas.
Tzedakah
Na época do Templo de Jerusalém, os convertidos levavam oferendas ou sacrifícios ao Beit Hamikdash. Mas após a destruição do Templo, esse ritual deixou de ser praticado, da mesma forma que foi abolido os sacrifícios de animais. Mas entendemos que a conversão é um momento propício para se fazer Tzedakah, justiça, ou seja, uma ação de caridade aos mais necessitados, desde que seja um ato voluntário e não por obrigação.
Conversão de crianças
Não se aplica a conversão para crianças, mesmo que seus pais a solicitem ou a permitam, devendo este aguardar até que seja capaz de aceitar as grandes responsabilidades que uma conversão requer.
O mesmo critério é praticado no caso de uma adoção. Se marido e/ou esposa não possam ter filhos naturais, a criança adotada deverá passar pela conversão no momento apropriado, caso não tenha idade suficiente para arcar com as suas responsabilidades religiosas e perante a comunidade. Nesse sentido, o moreh responsável pela comunidade deve ser consultado, de preferência antes do processo de adoção ser iniciado.
Em casos em que a mãe é israelita e o pai não, o filho dessa união não é considerado um israelita, sendo assim, faz-se necessária a conversão deste futuramente. Dessa forma, a criança deve ser criada segundo as tradições e quando chegar à época em que seja capaz de aceitar e cumprir as suas responsabilidades religiosas, iniciar o processo de conversão.
Mas neste caso, o Brit Milah deve ser feito normalmente no oitavo dia de nascimento e quando chegar o momento da conversão, em uma ocasião em que já esteja consciente de suas decisões, proceder ao Hatafat Dam Brit e a imersão na mikveh.
Quaisquer filhos que nasçam de um convertido (sexo masculino), são israelitas de nascimento e não necessitam de conversão futura.
Proibições X Conversão
Na teoria, não se aplica a conversão àqueles que a procuram fazê-la para se casar com um(a) israelita. Mas obviamente, podem existir exceções à regra.
O Movimento Makor não pratica proselitismo, isso significa dizer que, não é permitido impor ou tentar convencer alguém a se tornar um israelita. Tal entendimento é adotado também no caso de casamentos mistos, onde um dos cônjuges não deve forçar ou convencer o outro a se converter. Contudo, se houver o desejo sincero do outro cônjuge em se converter, este não terá o seu pedido negado.
Também não é permitido tentar persuadir nora ou genro não-israelita a se converter.
Informações importantes
-> O Movimento Makor proíbe terminantemente qualquer tipo de discriminação entre israelitas natos e convertidos. Não há qualquer diferenciação após o término do processo de conversão. Todas as leis do Mikrá devem ser observadas, tanto pelo israelita de nascimento como pelo convertido.
-> O Templo Sagrado não beneficiava somente aos israelitas. Quando o Rei Shlomoh (Salomão) edificou o Templo, solicitou a D'us que também desse atenção à oração dos não-israelitas que iam ao Templo: "Também ao estrangeiro, que não for do Teu povo Israel mas vier de terras remotas por amor do Teu Nome - porque (os povos) ouvirão sobre o Teu grande Nome e sobre a Tua forte mão e o Teu braço estendido -, e vier rezar voltado para esta casa - ouve, pois, Tu nos céus, a sede da Tua habitação, e faz conforme tudo o que o estrangeiro clamar a Ti, a fim de que todos os povos da terra conheçam o teu Nome, para temerem como o Teu povo Israel e para saberem que o Teu Nome é invocado sobre esta casa que construí" (Melachim Alef/1 Reis 8:41-43).
-> O profeta Yeshayahu (Isaías) refere-se ao Templo como uma "Casa para todas os povos": "Eu os conduzirei (os estrangeiros) a Meu santo monte e os alegrarei na Minha casa de oração. Suas ofertas de elevação e os seus sacrifícios serão aceitos com agrado no Meu altar, porque a Minha casa será chamada de Casa de Oração para todos os povos" (Yeshayahu 56:7).
-> No caso de um casamento, é de suma importância que o candidato comece a estudar com bastante antecedência, pois só após a conversão é que o matrimônio poderá ser realizado. Não se deve condicionar o tempo do processo de conversão a uma data já predeterminada para o casamento.
Para mais informações sobre a conversão ou se você deseja iniciar o processo, basta preencher o formulário abaixo com todas as informações solicitadas.
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